GSOA lança Código de Conduta para Sustentabilidade Espacial

GSOA

No último dia 13 de novembro, a Global Satellite Operators Association – GSOA- divulgou um Código de Conduta sobre Sustentabilidade Espacial. A iniciativa tem como objetivo fazer com que as operadoras de satélites implementem práticas responsáveis que mitiguem o risco de colisão em órbita, minimizem a ameaça de detritos não rastreáveis, protejam os humanos no espaço e limitem os efeitos na astronomia óptica.

A GSOA é uma organização global e a única associação da indústria de satélites liderada por CEOs. Representa mais de 70 membros, como operadoras de satélites em todas as órbitas, lançadores, fornecedores e parceiros. Alguns membros da Abrasat também fazem parte da GSOA, como Amazon/ Project Kuiper, Anuvu, Comtech, Echostar, Embratel/Star One, Eutelsat, Gilat, Hughes, Inmarsat, Intelsat, SES, Speedcast, St Engineering, Telesat, Telespazio e Viasat.

Com a publicação do código, a associação pretende assumir a liderança na abordagem de desafios globais relativos à sustentabilidade no espaço, aproveitando oportunidades e fornecendo uma voz unificada para a indústria de satélites.

Segundo estimativas da ESA e NASA, há mais de 130 milhões de objetos girando ao redor da Terra. Nesse sentido, o Código de Conduta lançado pela GSOA é uma iniciativa muito relevante, pois é necessário um trabalho conjunto para se assegurar o uso sustentável do espaço.

O Código descreve quatro áreas de sustentabilidade espacial para as quais a GSOA recomenda especial atenção dos operadores, com recomendações de melhores práticas em cada uma. São elas:

Mitigar o risco de colisão em órbita: a Associação recomenda projetar ou adquirir naves espaciais de uma maneira que incorpore mitigação de riscos relevantes, abordagens que serão utilizadas durante suas operações, com base na missão específica da espaçonave e as características da (s) órbita (s) em que a nave espacial será implantada. Os operadores devem tomar todas as medidas razoáveis para partilhar informações com outros operadores sobre detritos rastreáveis que possam ou não ter gerado durante a operação das suas naves espaciais.

Minimizar a ameaça de detritos não rastreáveis: a GSOA recomenda que os operadores tomem medidas durante as fases de concepção, lançamento, elevação em órbita, operação e saída de órbita da missão da nave espacial – para garantir que os seus satélites não se tornem detritos. Devem ainda projetar e operar cada espaçonave de tal forma que tecnologias e recursos apropriados garantam a rastreabilidade por sistemas de Consciência Situacional Espacial (SSA) desde a implantação até a reentrada atmosférica ou após ser eliminado numa órbita cemitério.

Preservação da vida humana no espaço: o objetivo é garantir que as naves espaciais não ponham em perigo a vida humana no espaço. A vida humana deve ser protegida e os operadores devem garantir que os astronautas não sejam colocados em risco.

Limitar o impacto na astronomia óptica: pelo Código de Conduta os operadores e astrônomos devem trabalhar em conjunto para minimizar os impactos negativos na astronomia óptica terrestre, permitindo ao mesmo tempo a observação em comprimentos de onda ópticos e garantindo a prestação de serviços de satélite.

O texto completo do Código de Conduta pode ser acessado pelo link:
https://gsoasatellite.com/wp-content/uploads/GSOA-Code-of-Conduct-Paper.pdf

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