5G: Abrasat considera desafiador o prazo para início do serviço

5G e faixa de 3,5 GHz

Na última terça-feira, dia 15, o presidente da Abrasat, Fábio Alencar, em sua participação no painel “A atuação do GAISPI e GAPE na implementação de políticas públicas pós-5G”, concordou com a avaliação do Presidente do GAISPI e Conselheiro da ANATEL, Moisés Moreira, de que o prazo para migração e desocupação da faixa de 3,5 GHz, definida no edital do 5G, até 30 de junho de 2022, é bastante desafiador.  Por isso, ele considera importante que haja um sincronismo entre todos os participantes do processo.

O painel fez parte do Seminário Políticas de (Tele)Comunicações, evento virtual organizado pela Teletime e pelo Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (CCOM/UnB). Além de Fábio e do Conselheiro Moisés, o painel contou com a participação do Presidente do GAPE, Vicente Aquino; do vice-presidente de relações institucionais e regulatórias da TIM, Mário Girasole; do presidente da Brisanet, José Roberto Nogueira;  da vice-presidente de assuntos regulatórios da Vivo, Camilla Tápias; e do diretor geral da Abratel, Samir Nobre.

Para Fábio Alencar, este é um desafio muito maior do que foi o 4G. “Só em número de rádio base, cobertura e serviço, o 5G é uma disrupção muito maior do que foi o 4G em relação ao 3G. E naquela época tratava-se de um projeto só. Agora estamos falando de vários projetos simultâneos, ao mesmo tempo em que as operadoras têm que fazer o roll out em si”, diz.

Uma preocupação importante da Abrasat é com fornecedores dos materiais como kits de recepção e filtros. “A  gente tem que olhar para os equipamentos que vamos precisar e que talvez não estejam disponíveis no mercado”, diz. Como exemplo, citou os filtros LNBF da banda Ku. Para ele, isso afetaria pouco a primeira etapa, composta pelas capitais e cujo efeito talvez não venha a ser tão sensível. “Mas no médio prazo, em 2023, 2024, vamos precisar entregar centenas de milhares de unidades mensalmente e não é tão simples”, disse.

Fábio também observou que agora não se trata mais de serviços voltados apenas aos segmentos de televisão e mobilidade. “Não é mais só celular e televisão.  No satélite existem outros clientes que vão precisar de serviços mais customizados. Soluções tecnológicas e de logísticas mais complexas. Então, é um desafio grande. O Brasil, por seu tamanho, vai exigir um esforço de todos. Daí a importância da participação de todos os setores de forma harmônica”, explica.

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