Vem aí: pequenos satélites geoestacionários

Satélites geoestacionários, ou seja, aqueles que se movimentam sobre a Linha do Equador e cuja órbita é síncrona com a rotação da Terra, são os tipos mais populares de satélites utilizados pela humanidade até então, sendo possuidores de características que permitem algumas particularidades interessantes. Sua posição aparentemente fixa no céu, por exemplo, elimina a necessidade da existência de antenas terrestres para seu rastreio, além de que sua distância do planeta permite que grandes áreas sejam varridas ao mesmo tempo pelo equipamento.

Quando se fala nos satélites geoestacionários, automaticamente estamos tratando de equipamentos sofisticados e enormes, várias vezes maiores que uma pessoa, e que pesam toneladas e mais toneladas. Esta dimensão implica em altos gastos para as empresas, tanto para a construção do satélite quanto para seu lançamento, bem como um maior tempo de projeto, mais pessoal envolvido, ou seja: mais recursos demandados no geral.

Até então, pouca necessidade ou interesse havia de mudar esta situação, tanto porque as empresas que tradicionalmente participavam do lançamento de satélites geoestacionários não tinham problemas de recursos, quanto por causa da falta de tecnologia necessária para projetar satélites de menor porte e com funcionalidades razoáveis. Agora a realidade é outra, e já com condições de fabricar satélites de natureza menor, empresas mais modestas demonstram interesse nos pequenos geoestacionários.

Estes pequenos satélites geoestacionários se assemelham aos já populares SmallSats e CubeSats, que são menores que uma pessoa e possuem custos reduzidos devido a suas dimensões diminutas, mas costumam se movimentar em órbita baixa, isto é, em LEO. Os pequenos GEO, por sua vez, pesarão menos de uma tonelada e ocuparão menos espaço que um satélite geoestacionário tradicional, mas sua órbita permitirá que sejam mantidos também os benefícios de aplicação destes, como os já citados anteriormente.

Em julho deste ano, a empresa Anuvu encomendou dois pequenos satélites GEO, que farão parte de uma constelação contendo mais seis deste tipo com a finalidade de promover mais conectividade para a América do Norte e o Caribe. A empresa responsável pela construção dos satélites é a startup Astranis, já famosa no mercado por ser uma das pioneiras no negócios dos pequenos geoestacionários.

Por outro lado, um exemplo mais recente de interesse nestes satélites vem a partir do anúncio da Israel Aerospace Industries (IAI), no final do mês passado, da construção do Mini Communication Satellite (MCS). O satélite pesará entre 600 e 700 kg com um custo de menos de US$ 100 milhões e reutilizará tecnologias desenvolvidas para o Dror-1, satélite de comunicações encomendado pelo governo israelense.

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