Com o satélite, o 5G terá cobertura para todo o Brasil

O SINDISAT, em parceria com a ABRASAT, tem focado em sua participação no grupo de desenvolvimento do 5G no Brasil, o Comite 5G Brasil, na importância do uso da tecnologia de satélite para a viabilização de uma cobertura 100% desse novo ecossistema no Brasil. Isso foi mais uma vez destacado durante sua participaçãono 6º Global 5G Event Brazil 2018, realizado no Rio de Janeiro, nos dias 28 e 29 de novembro, onde foi um dos palestrantes do painel “5G para áreas remotas: desafios e oportunidades”

A ABRASAT vem propondo que a questão da qualidade de acesso ao 5G nas áreas remotas seja tão importante quanto outros aspectos da implementação desse ecossistema, como o mobile broadband, o massive machine type communications e ultra reliable/low latency communications, porque sem atendimento às áreas remotas, países com grande extensão territorial como o Brasil, China, Rússia e Índia não terão um 5G completo.

Em sua apresentação, o SINDISAT reiterou que o satélite pode contribuir na constituição do ecossistema 5G em dois aspectos principais. Um deles é a complementariedade. Em um país com 5.570 cidades em que 67% delas têm menos de 10.000 habitantes e 86% dos 207 milhões de habitantes vive em áreas urbanas, fica muito clara a necessidade de maiores células de 5G para servir as áreas remotas. Atingir uma cobertura 100% demanda, portanto, uma combinação de infraestruturas como satélite, micro-ondas e fibra óptica dando um suporte para a última milha do 5G.

O segundo aspecto em que o satélite pode contribuir para a constituição do ecossistema 5G é o da convivência. O 5G será composto por redes híbridas em que parte dos serviços virá via satélite, parte via terrestre, parte combinando ambas as tecnologias. E essa é a beleza do 5G: uma rede flexível, em que será possível deslocar recursos do centro para a ponta da rede, maximizando com isso a performance total, o uso das infraestruturas, de modo a beneficiar o usuário final com um excelente 5G.

Portanto, para o Brasil ter o 5G em toda a sua amplitude é necessário que indústria, infraestruturas e reguladores continuem trabalhando juntos. Ainda teremos alguns anos de especificação do 5G, definição de parâmetros e de interoperabilidade. Essa integração será ainda mais importante do que foi para a implantação do 3G e do 4G.

Aplicações verticais

Além da universalização do 5G, outro ponto da participação do SINDISAT no evento foi mostrar como o uso do satélite será fundamental para aplicações remotas em verticais como agricultura, educação e saúde. O agrobusiness é um importante componente da economia brasileira, representando mais de 20% do GDP do país. Neste campo, as aplicações vão se expandir da conectividade necessária para usar drones para aquelas destinadas a melhorar a produção agrícola.

Escolas rurais e em reservas indígenas, conectadas via satélite, poderão também servir de estações base para mais células de 5G atendendo as necessidades de comunicação de comunidades maiores. Será possível oferecer educação à distância, além da escola básica, proporcionando novas opções de ensino para áreas remotas.

A área de saúde também será beneficiada com o uso dos satélites em regiões remotas. Médicos locais estarão habilitados a receber apoio de médicos especialistas das principais cidades por um grande número de infraestruturas de 5G, incluindo redes híbridas de satélites e terrestre.

Uma boa notícia é que o SINDISAT, juntamente com o Inatel e a Comtech, iniciará testes de 5G via satélite ainda em dezembro de 2018, utilizando o satélite SES 14 e o teleporto da SES em Hortolândia, SP. Essa é mais uma etapa dos dois projetos patrocinados pelo SINDISAT em parceria com o Inatel envolvendo o oferecimento de 5G via satélite e redes híbridas.

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