O noticiário Teletime publicou dados de um levantamento da consultoria Ookla, divulgado nesta terça-feira, 27. Segundo o levantamento, residências rurais, áreas de mineração e localidades com cobertura móvel insuficiente estão entre os principais pontos de uso da conexão direta entre celulares e satélites (direct-to-device, ou D2D) na América Latina.
O estudo aponta avanço da tecnologia na região, especialmente no Chile e no Peru. Entre janeiro e setembro de 2026, a proporção de aparelhos conectados diretamente a satélites aumentou cerca de 2,4 vezes no mercado chileno e 1,8 vez no peruano, embora os dois países tenham partido de uma base inicial reduzida.
Em setembro, o Chile registrou uma média diária de 22 celulares conectados a satélites para cada 10 mil aparelhos analisados pela Ookla, aproximadamente o dobro dos 10,6 registrados nos Estados Unidos. No Peru, o índice foi de 5,1 aparelhos por 10 mil.
O desempenho chileno também superou o do Canadá, com 16,6 aparelhos por 10 mil, e o da Austrália, com 20,8. Entre os seis mercados comparados, o país ficou atrás apenas da Nova Zelândia, que registrou 25,9 aparelhos por 10 mil. Os resultados reforçam o avanço do D2D como alternativa para ampliar a conectividade em áreas com limitações de cobertura das redes móveis terrestres.
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