O papel dos satélites na promoção da equidade digital

Recentemente, a Inmarsat, em colaboração com o United States Telecommunication Training Institute (USTTI), ministrou um webinar sobre o papel dos satélites de comunicação como um facilitador chave no ecossistema 5G. As discussões ao longo do evento foram descritas em artigo por Donna Bethea Murphy, Senior Vice Presidente of Global Regulatory Policy da Inmarsat.

A executiva explicou que a USTTI é liderado por um conselho de diretores que inclui líderes do Departamento de Estado americano, do Federal Communications Commission (FCC), do National Telecommunications and Information Administration (NTIA), e de empresas líderes dos setores de telecomunicações e tecnologia.

Os participantes ouviram sobre as capacidades únicas dos sistemas de satélites e o que faz dessa tecnologia um componente chave na futura “rede das redes”, o 5G, na entrega de conectividade ubíqua e robusta por meio de um leque de dispositivos e soluções.

As discussões também incluíram a situação atual do desenvolvimento de padrões 5G e o trabalho já em andamento de organizações líderes, como o 3GPP e ITU-T, que estudam como a tecnologia satélite pode ser integrada ao sistema 5G.

Foram apresentados cases que mostraram como sistemas de comunicações por satélite estão possibilitando aplicações de Internet das Coisas, tais como sistemas de monitoramento para agricultura e soluções de telemetria ferroviária em regiões remotas, onde a conectividade terrestre não chega. Os cases demonstraram como a conectividade do satélite será essencial para assegurar que os benefícios do 5G sejam usufruídos amplamente no mundo todo, já que as redes de 5G terrestres devem ser implantadas em menos áreas do que as gerações anteriores, como o 4G e 3G, devido ao foco dos operadores de celular na implantação de redes em regiões de grande densidade populacional e com  mais recursos.

Políticas regulatórias recomendadas

As sessões foram concluídas com um conjunto de recomendações para reguladores e membros do ministério que participaram do webinar. Entre elas:

Promover o 5G por meio de políticas de neutralidade tecnológica. Políticas, programas pilotos, auxílios a pesquisas, grupos de trabalho e multi-iniciativas relacionadas ao 5G e IoT deveriam ser tecnologicamente neutras e inclusivas para todas as tecnologias de conectividade, a fim de não pré-determinar resultados.

Implantação de fundos de Acesso Universal mais neutros, incluindo tecnologias como os satélites.

Agilizar processos regulatórios e promover eficiência em custos. A carência de conectividade é frequentemente relacionada e fatores de custo. Assim, reguladores poderiam tomar medidas para reduzir custos adotando abordagens gerais de licenciamento para terminais de satélite, reduzindo barreiras regulatórias para serviços inovadores como Earth Stations in Motion (ESIMs) e reduzindo fees de espectro.

Proteção para as faixas de uso dos satélites. Reguladores não deveriam equiparar 5G com redes comerciais de banda larga móvel, pois são coisas diferentes. Decisões políticas para redestinaçao do espectro do satélite ou imposição de restrições técnicas ou operacionais  em seu uso, para beneficiar redes móveis terrestres, podem, na verdade, reduzir a disponibilidade e escopo dos serviços de 5G. Para prevenir o 5G de estar disponível só para usos limitados, os sistemas de satélites precisam de acesso contínuo a espectro com proteção contra interferências.

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